Conceitos de entrada
Portas para o mito
Cada conceito é uma porta de entrada no mito: uma ideia, uma imagem, um lugar onde começar. Juntas contam a mesma história de fundo, a do que ainda nos falta cumprir.
Iem revisãoO EncobertoO Encoberto é a figura que as «Trovas» do Bandarra anunciam e o sebastianismo depois adopta: um rei que se ausenta para voltar, hoje lido menos como um homem e mais como uma possibilidade.
IIem revisãoA Era do Espírito SantoA Era do Espírito Santo é a terceira idade que o monge Joaquim de Fiore anunciou no século XII, herdada em Portugal por duas vias: o sebastianismo erudito e as festas populares do Império do Espírito Santo.
IIIem revisãoA Ilha dos AmoresA Ilha dos Amores é a ilha com que «Os Lusíadas» premeiam os navegantes: uma imagem do destino do mito, a total libertação do homem, do tempo e do espaço.IVem revisãoA língua como pátria«Minha pátria é a língua portuguesa», escreveu Bernardo Soares. No Quinto Império, a língua substitui o território: uma pátria sem mapa, aberta a todos os que a falam.
Vem revisãoA Profecia de DanielA ideia de um quinto império nasce no Livro de Daniel: o sonho de uma estátua de quatro metais, destruída por uma pedra que se faz montanha e enche a terra (Daniel 2, 31-45).VIem revisãoSaudadeA saudade, lida por Teixeira de Pascoaes como lembrança e desejo ao mesmo tempo, é o combustível emocional do Quinto Império: a falta que aponta para diante, não para trás.VIIem revisãoSebastianismoO sebastianismo é a face erudita do Quinto Império: a esperança, nascida após Alcácer Quibir (1578), no regresso de um salvador encoberto — lida por letrados, de Vieira a Pessoa, como símbolo e não como espera literal.