O Quinto Império

A linhagem

Os pensadores do Quinto Império

Do século XII até hoje, estes foram os que pensaram o mesmo sonho a partir de Portugal: profetas, poetas, filósofos e místicos, cada um uma estrela nesta constelação. Algumas páginas ainda estão a ganhar forma; vês isso no selo «em revisão».

Joaquim de Fiore, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
c. 1135–1202Joaquim de FioreDividiu a história em três idades; a terceira, a do Espírito, ainda não chegou, e é dela que este mito inteiro se alimenta.
Gonçalo Anes Bandarra, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
c. 1500–c. 1556Gonçalo Anes BandarraO sapateiro de Trancoso que trovou o Encoberto e semeou o mito.
Luís de Camões, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
c. 1524–1580Luís de Camões«Os Lusíadas»: a Ilha dos Amores, a total libertação do homem, do tempo e do espaço.
Padre António Vieira, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
1608–1697Padre António VieiraDeu ao sonho do Encoberto uma razão e um destino, na «História do Futuro».
Sampaio Bruno, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
1857–1915Sampaio Bruno«O Encoberto» (1904): o mito passado, pela primeira vez, ao crivo da filosofia.
Teixeira de Pascoaes, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
1877–1952Teixeira de PascoaesFez da saudade uma religião: não pena do que foi, desejo do que falta.
Jaime Cortesão, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
1884–1960Jaime CortesãoO humanismo universalista: os Descobrimentos como obra de conhecimento e de encontro, não de conquista.
Raul Leal, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
1886–1964Raul LealO místico do futurismo português: o império levado à vertigem.
René Guénon, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
1886–1951René GuénonA Tradição primordial: o Espírito acima de todas as formas.
Fernando Pessoa, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
1888–1935Fernando Pessoa«Mensagem»: o império feito símbolo, sem trono nem mapa.
Agostinho da Silva, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
1906–1994Agostinho da SilvaA Era do Espírito Santo como programa de vida: o poeta à solta.
Dalila Pereira da Costa, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
1918–2012Dalila Pereira da Costa«A Nau e o Graal»: a mística portuguesa lida por dentro.
Sophia de Mello Breyner, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
1919–2004Sophia de Mello BreynerA poesia como reintegração: dizer o nome exacto das coisas.
António Quadros, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
1923–1993António Quadros«Portugal, Razão e Mistério»: o mito posto em sistema.
Eduardo Lourenço, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
1923–2020Eduardo Lourenço«O Labirinto da Saudade»: amar o mito de olhos abertos.
Lima de Freitas, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
1927–1998Lima de FreitasPintou o mito: «515 – O Lugar do Espelho».
Manuel J. Gandra, gravura a ouro sobre azul-nocturno.em revisão
do nosso tempoManuel J. GandraO mitógrafo: inventariou o Quinto Império peça a peça, do documento à lenda.