Trovas
c. 1530As Trovas de Bandarra são profecias rimadas de um sapateiro português do séc. XVI: o anúncio de um rei encoberto e de um império do Espírito que restaurará Portugal aos olhos do mundo.
A biblioteca
Livros e poemas que os pensadores desta casa escreveram, ou leram e transformaram — das Trovas de Bandarra até hoje, por ordem de chegada. Alguns estão em domínio público, com o texto integral aqui dentro; os outros trazem o caminho até à edição certa.
O índice
21 obras
As Trovas de Bandarra são profecias rimadas de um sapateiro português do séc. XVI: o anúncio de um rei encoberto e de um império do Espírito que restaurará Portugal aos olhos do mundo.
«Os Lusíadas» é a epopeia de Camões: a viagem de Vasco da Gama contada como destino de um povo escolhido para uma missão no mundo.
Vieira escreve uma carta em 1659 explicando as esperanças de Portugal: que a história não terminou, que há uma promessa que cumprir.
«História do Futuro» é a obra maior de Vieira: uma teologia profética que lê nas Trovas de Bandarra e na Escritura o anúncio de um Quinto Império do Espírito.
Sampaio Bruno dedica um livro inteiro ao Encoberto em 1904: não mitologia, mas filosofia da história portuguesa e teoria de um império futuro.
«O Espírito Lusitano ou o Saudosismo» (1912) é a conferência em que Teixeira de Pascoaes definiu a saudade como desejo e dor fundidos num só sentimento, e a propôs como religião e programa da Renascença Portuguesa.
Pascoaes define a essência do português em 1915: não como traço racial, mas como vocação espiritual e artística.
«Sodoma Divinizada» (1923) é o folheto de Raul Leal, editado pela Olisipo de Fernando Pessoa, que defendeu a luxúria como caminho de Deus e desencadeou a campanha moralizadora da Liga de Acção dos Estudantes de Lisboa.
«O Rei do Mundo» (1927) é o livro em que René Guénon afirma a existência de um centro espiritual supremo, hoje oculto, que guarda a Tradição primordial: a chave com que leitores portugueses releram o Encoberto e o Quinto Império.
«Os Factores Democráticos na Formação de Portugal» (1930) é o ensaio em que Jaime Cortesão procura a nação portuguesa nas comunas, nos portos e no povo anónimo, e lê os Descobrimentos como obra colectiva de conhecimento.
«Mensagem» (1934) é o único livro que Fernando Pessoa publicou em português em vida: quarenta e quatro poemas que lêem a história de Portugal como símbolo e profecia do Quinto Império.
«A Nau e o Graal» (1978) é o livro em que Dalila Pereira da Costa lê a história portuguesa como demanda espiritual: a nau das descobertas e o graal dos místicos, unidos numa mesma viagem que só se cumpre na união com Deus, alargada a todos.
Lourenço analisa a identidade portuguesa através da psicanálise: a saudade não é traço cultural, mas estrutura profunda de uma alma coletiva que ainda não se conhece a si mesma.
O Livro do Desassossego é o diário fragmentário de Bernardo Soares, semi-heterónimo de Pessoa: a anatomia da melancolia portuguesa lida como sintoma de uma vocação escondida.
«Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista» (1982–1983) reúne em dois volumes a poesia do sebastianismo em Portugal e no Brasil e a teoria que António Quadros lhe dá: o mito lido como razão de agir, não como espera.
«Navegações» (1983) é o livro em que Sophia de Mello Breyner Andresen retoma a viagem portuguesa, de Camões a Macau, não como conquista mas como encontro: nasceu de uma ida a Macau, em 1977, para falar de Camões no Dia de Camões.
António Quadros faz uma síntese em 1987 (segundo volume de uma obra em dois, 1986–1987): a história de Portugal vista como encruzilhada entre a razão cartesiana e um mistério que a ciência moderna recusa reconhecer.
«Nós e a Europa ou as Duas Razões» (1988) é o livro em que Eduardo Lourenço pensa Portugal diante da Europa e dá nome à hiperidentidade: um país sem crise de identidade, com excesso de imagem de si.
«515 – O Lugar do Espelho» é o livro em que Lima de Freitas segue o número de Dante, o «cinquecento diece e cinque», de Pitágoras e da Cabala até aos painéis de Nuno Gonçalves, a Tomar e à Regaleira, e o lê como cifra do Império do Espírito Santo. Saiu em francês em 1993 e em português em 2003.
«Joaquim de Fiore, Joaquimismo e Esperança Sebástica» (1999), de Manuel J. Gandra, segue o fio que vai das três idades do abade calabrês à espera portuguesa de um Encoberto: a raiz joaquimita do sebastianismo, posta em inventário.
«Portugal Sobrenatural» (2007), de Manuel J. Gandra, é o dicionário da tradição lusíada lida pela margem: deuses, demónios, seres míticos, heterodoxos, lugares mágicos e iconografia, em cerca de 1300 entradas que dão ao Quinto Império o seu inventário de figuras.