O Quinto Império

Obra

em revisão

Joaquim de Fiore, Joaquimismo e Esperança Sebástica

Manuel J. Gandra1999

«Joaquim de Fiore, Joaquimismo e Esperança Sebástica» saiu em Lisboa em 1999, na Colecção «Lusíada» da Fundação Lusíada: 228 páginas, recenseadas por Jorge Coutinho na revista «Theologica» no ano seguinte. É a mesma fundação que editou, por esses anos, vários livros de Dalila Pereira da Costa; as duas leituras da mesma tradição, a de dentro e a de fora, saíram da mesma casa.

O título é um percurso em três passos. Primeiro, Joaquim de Fiore, o abade calabrês do século XII que dividiu a história em três idades, a do Pai, a do Filho e a do Espírito, e deixou a terceira por cumprir. Depois, o joaquimismo: o que os séculos fizeram dessa ideia depois da morte do abade. Por fim, a esperança sebástica: a forma portuguesa dessa espera, que Bandarra trovou antes de Alcácer-Quibir e que, depois de 1578, ganhou o rosto de um rei Encoberto.

O que o título promete, no método que é o de Gandra, é dar a esse percurso o inventário que lhe faltava: por que vias uma teologia da história vinda da Calábria acabou a ser esperança de povo em Portugal. Não se lê aqui o sebastianismo como superstição nem como glória: lê-se como documento.

Para esta casa, é a ficha que faltava entre a primeira estrela da constelação e as que se lhe seguem: sem Joaquim de Fiore não há Era do Espírito Santo, e sem ela o Quinto Império não passaria de um trono.

Ficha em preparação. Os dados de edição estão verificados; a descrição do conteúdo parte do título e da recensão, e aguarda leitura integral pelo curador.