O Quinto Império

Obra

em revisão

A Nau e o Graal

Dalila Pereira da Costa1978

«A Nau e o Graal» saiu no Porto, na Lello & Irmão, em 1978, seis anos depois de «A Força do Mundo», o livro em que Dalila Pereira da Costa contou as suas próprias experiências místicas. Convém ler um a seguir ao outro: o segundo aplica a Portugal o que o primeiro viveu.

O título junta duas imagens. A nau é a das descobertas, a viagem que conheceu a terra e que Camões cantou; o graal é a taça da demanda, a viagem que ainda falta fazer. Entre as duas, Dalila lê a história portuguesa como uma só demanda, com a primeira viagem a servir de rascunho à segunda, que é espiritual.

O que sabemos do livro pela sua própria letra é claro. Na página 27, imagina as três igrejas cristãs há tanto separadas (a do Norte, a do Oriente, a do Sul) a reunirem-se numa só, quando «a intuição se unirá à autoridade, ou S. João a S. Pedro»: a velha figura de Joaquim de Fiore, a igreja de João e a de Pedro, lida como reconciliação e não como ruptura. Na página seguinte, situa o cristianismo entre os dois extremos do continente, «das terras do sol nascente e das terras do sol poente», e chama-lhe «a força maior de amor jamais vinda sobre a terra».

É esta a Era do Espírito Santo de Dalila: não uma idade que destrói a anterior, uma união que as completa. E é por isso que a nau, nela, nunca chega sozinha; chega com o graal, ou não chega.

Ficha em preparação. A leitura de conjunto é palavras desta casa; as passagens citadas estão verificadas na fonte (Revista de Espiritualidade, n.º 30) e aguardam o confronto com o livro.